Cobertura Miss Brasil Gay

Happy Halloween

Por: 
Isabela Magalhães.
Corpo: 

 

A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.

Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição

Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).

Para entrar no clima, comidinhas assustadoras! 

Fonte: suapesquisa.com

Imagens: Divulgação

 

O que a moda faz? Narrativas contemporâneas

Por: 
Isabela Magalhães.
Corpo: 

 O último dia do Simpósio trouxe Flávio Sabra, professor e coordenador do Curso Superior de Tecnologia e Produção do Vestuário do SENAI/CETIQT e Tarcisio D’Almeida, professor do Curso Design de Moda da EBA-UFMG e colunista de moda do Caderno Pandora do Jornal O Tempo.

Flávio iniciou com a palestra: “Porque compramos um novo produto têxtil?”. Na sociedade de consumo em que vivemos, inventamos motivos para comprar. Queremos justificar com pequenas desculpas as compras que não necessitávamos fazer. Flávio apresentou uma pesquisa mostrando que consumimos mais partes de cima do que de baixo. É importante que o mercado estude esses fatores na hora de produzir, para que possa, por exemplo, variar mais nas peças de cima, criando diferentes tipos de mangas, decotes, golas e estampas. O mercado deve escutar o seu cliente na hora de criar.

O palestrante chamou atenção para o fato de que, um designer precisa ter metodologia de projeto. Não é só o ato de criar, deve se pensar para quem está criando, e é importante ter conhecimento nas áreas de tecnologia têxtil e confecção. É preciso desenhar sabendo que aquela criação tem condições de sair do papel. Sem noções de modelagem e processo produtivo é quase impossível ser inserido no mercado de trabalho. Além disso, é necessário ter conhecimento sobre cultura, arte e história. Inspiração não vem do nada, é importante estar sempre atento ao que está acontecendo ao seu redor. O produto que você usa, que você compra ou que você quer comprar, foi pensando por alguém. 

 Fechando o simpósio, Tarcisio D”Almeida, focou no processo de criação na moda. Exemplos de grandes nomes como John Galliano, Alexander McQueen, e Íris Van Herpen  mostraram trabalhos autorais, da alta-costura e do prêt-à-porter, com coleções conceituais,onde a criatividade reina. Fazer um bom trabalho na área de moda, seja ela qual for, requer grandes investimentos financeiros, porém o custo pode ser minimizado pela criatividade. Como exemplo, Tarcisio mostrou uma peça conceitual de Íris Van Herpen feita com pregadores de roupa.

Antigamente os grandes nomes da alta-costura eram chamados apenas de ‘costureiros’, com o ‘prêt-à-porter’ o termo passou para ‘estilista’, mas tarde para ‘designer’ e atualmente para ‘diretor criativo’. A criação é a busca pelo novo. Buscar o novo é um exercício continuo e cansativo de interpretar uma época. Quando você só faz o que o mercado pede, você empobrece seu trabalho e não desenvolve sua criatividade.  Essa é a mensagem que Tarcisio deixou para quem trabalha ou deseja trabalhar no mercado de moda.  

Alexander McQueen

Iris Van Herpen

Gareth Pugh

João Pimenta (brasileiro)

Concluindo, todas as paletras do Simpósio deixaram claro que moda é muito mais do que 'só roupa'!

Agradecimentos aos palestrantes e à mediadora da mesa professora Patrícia Moreno. 

 

Comunicação e Moda

Por: 
Isabela Magalhães.
Corpo: 

 A relação entre comunicação e moda foi tema do 2º dia do Simpósio de Moda. Marcos Villas Boas, diretor de arte e sócio da República Comunicação JF, iniciou a discussão através do marketing, afirmando que diante de tantas opções, não compramos um produto só por ele em si, compramos o valor agregado a ele, compramos o conjunto, a marca. E é disso que um produto precisa para ser notado dentre os concorrentes: valor agregado, que pode ser passado através de uma boa comunicação. As legítimas serviram de exemplo para Marcos. Sim, só de escutar “As legítimas” já sabemos que se trata das Havaianas, empresa brasileira, fabricante de chinelos de borracha, bem sucedida no mercado nacional e internacional, que, após um reposicionamento, deixou de ser o chinelo de pedreiro para calçar até celebridades. Se antes tínhamos vergonha de usar Havaianas em lugares públicos, hoje em dia ela não só saiu de casa como vai até para a balada. Com o surgimento da concorrente Rider, as Havaianas tiveram que usar uma boa comunicação e aplicar a essência da moda à marca, com a criação de coleção outono-inverno e primavera-verão, criação de novos modelos, mais cores e estampas, e comerciais com celebridades e diálogos criativos. Com isso a Rider ficou para trás.

 

 O empresário Rômulo Veiga introduziu a linguagem do cinema a essa relação comunicação e moda, analisando o filme francês “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain” e o brasileiro “À deriva”, através do figurino. Ambos os filmes não esclarecem o momento histórico. O figurino é quem dá a resposta, que mesmo assim não é tão clara, não por incompetência do figurinista, e sim pelo próprio objetivo do filme, de não deixar evidente a época. No filme de Amelie Poulain, há uma intenção de criar um cenário de uma Paris romântica, que na verdade, não existe. Mas é a visão que nós, estrangeiros, temos de Paris e da França. Tanto que o filme é adorado por estrangeiros e odiado pelos franceses. Como no filme “Rio” que une carnaval, futebol, ‘bunda’, favela e malandro. É a visão que o gringo tem do Brasil. O que Rômulo conclui é que, para trabalhar com figurino é importante ser fiel  ao roteiro, ao momento histórico, as características das personagens e ao objetivo do filme, deixando de lado questões de tendência e beleza.

Fechando a palestra, o professor e mediador da mesa Frederico Simão trouxe a epistemologia dos campos comunicação e moda, evidenciando a questão da imagem dentro da comunicação. Antigamente as propagadas eram mais textos e menos imagem. Hoje acontece o contrário, uma imagem pode falar mais do que mil palavras.  Nesse período de super-comunicação que vivemos, ingerimos imagens o tempo inteiro, todas elas passando alguma mensagem, podemos lembrar ou não dessas mensagens, por um breve momento, as introduzimos, e , por um instante, elas estimulam a nossa imaginação, ou seja, a imagem publicitária pertence ao momento.

É preciso agregar valor à imagem para que ela se destaque. A função do photoshop é tornar uma imagem mais atrativa. Fomos ‘bombardeados’ por imagens de ‘antes’ e ‘depois’ do processo de photoshop. É gritante a diferença entre elas, porém as imagens de ‘depois’ são as que queremos ver : uma pele perfeita, sorriso perfeito, cores saltando. Apesar de sabermos que tudo isso não é real, são essas imagens ‘construídas’ que alimentam nossos sonhos.  

Concluindo, não existe moda sem comunicação. O trabalho não termina quando o produto está pronto. É preciso 'vender o peixe'!  

Agradecimento aos palestrantes. 

 

A importância da vitrine

Por: 
Isabela Magalhães.
Corpo: 

De que adianta criar o melhor produto, se o mesmo passar despercebido pelo consumidor? Não há comércio que sobreviva sem comunicação. Mas o que fazer para atrair o cliente? Como se destacar em um meio extremamente competitivo?

Público e produto são complementares, e é o produto que deve buscar pelo seu consumidor. A vitrine é uma grande ferramenta de comunicação e vendas. Ela pode tanto ajudar quanto atrapalhar. Portanto, em primeiro lugar, é preciso ter em mente que vitrine não é gasto e sim investimento.  

Não necessariamente o produto em si irá atrair o cliente. A vitrine deve contar uma história, passar uma mensagem, despertar curiosidade. Deve ser um questionamento e uma responsta imediata ao consumidor. As decisões de compra baseiam-se principalmente em emoções humanas. Portanto uma vitrine bem trabalhada atinge o consumidor e se transforma em lucro para a marca.

Para acertar na vitrine é preciso conhecer bem o perfil do consumidor, saber o que ele busca, o que ele valoriza. Em qualquer ocasião, tema da coleção, produtos destacados, complementos e decoração devem estar unidos de forma harmônica. Criatividade dentro do bom senso é fundamental. Limpeza e acabamentos impecáveis são indispensáveis. 

Somos guiados pelos nossos sentimentos, por isso é ideal que a vitrine ofereça experiências sensoriais ao cliente, apesar da visão ser responsável por 83% do que aprendemos, sons, cheiros e  toque influenciam diretamente na decisão de compra. O olfato estimula sensações, inconscientemente, podendo trazer boas lembranças ao consumidor.

Concluindo, criatividade, planejamento e amplo conhecimento a respeito da marca e do público-alvo são os ingredientes essenciais para facilitar o trabalho das equipes de venda e superar a expectativa dos clientes. 

Fonte: Mundo do marketing

Fotos: Divulgação

 

Trajes, cores e luxo no Miss Brasil Gay!

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Por: Aurelivea Cardoso e Isabela Magalhães

Mais que um evento de grandes proporções, o Miss Brasil Gay é um espetáculo onde o público tem a oportunidade de fugir da realidade cotidiana e por algumas horas penetrar em um mundo colorido, alegre, surreal e livre de preconceitos.

 
Os trajes de gala, peças que podem custar verdadeiras fábulas, esbanjavam glamour e brilho (muito brilho). Com modelagens elaboradas, tecidos finos e muitos bordados, as roupas são tão repletas de detalhes que alguns deles só podem ser notados de perto e indiscutivelmente tornam o conjunto da obra um show de alta costura.
 
Mas se engana quem pensa que o brilho está só nos trajes de gala. A eleita Miss Brasil Gay 2011 Raika Bittencourt, desfilou com muito brilho tanto em seu traje de gala quanto em seu traje típico, ambos confeccionados pelo estilista Henrique Filho. No traje típico, penas de galo e de faisão na cor verde, e cristais swarovski bordados em tule de seda pura representavam uma planta típica do estado do Piauí, a carnaúba. A fantasia custou à Miss Piauí 10 mil reais, e lhe rendeu o título de melhor traje típico (vale dizer que ela também arrematou o prêmio de melhor traje de gala).
 
As outras candidatas também não ficaram pra trás. O traje típico sempre tem sua inspiração baseado no estado da Miss. Seja na natureza, na culinária, nas lendas, ou até em alguma personagem. Iemanjá foi homenageada pela Miss Bahia Gay, Shayene Kathryn, que não se contentou em apenas desfilar e fez uma performance muito aplaudida, saindo de trás de uma concha, de braços abertos com seu traje em tons de azul, cravejados com pérolas, conchas e até estrelas.
 
Performance, efeitos de palco, como maquina de fumaça, iluminação, musica de fundo, os acessórios e até mesmo alguns objetos carregados pelas misses contribuem para melhor representar o tema proposto.
 
Rafaela de Castro Miss Pará Gay, carregava um vaso de cerâmica, enfatizando a infinidade de formas geométricas, também estampadas no seu traje, inspirados na cerâmica paraense. Vestida de Virgem Maria Emanuelle Fernandes, exaltou também o barroco mineiro e as obras de Alejadinho em seu traje típico representando, claro, Minas Gerais.
 
É evidente que nenhum traje típico é usável. Alguns até dificultam os movimentos da candidata, algumas mal podiam fechar os braços. O importante é que esses trajes sejam carregados de conceito, representem a finco seu estado. Com certeza os trajes mais elaborados são os mais aplaudidos.
 
Qualquer coisa que for dito ainda é pouco para expressar a emoção do ao vivo, infelizmente as imagens também são insuficientes para mostrar a qualidade e a riqueza de detalhes. O miss Brasil gay é um espetáculo que todo profissional, estudante, professor e interessado por moda deveria assistir pelo menos uma vez na vida pois vale muito pena!

Fotos: Aurelivia Cardoso

Relato de uma conversa com Thraxx Wiz.

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Por: Leandra Cunha

“Tive a oportunidade de bater um papo super descontraído e sem pressa com uma das principais atrações do Miss Brasil Gay, a doll drag queen Thraxx Wiz que veio da Suíça especialmente para participar da banca de jurados do concurso e fazer aparições surpresas durante o evento.

O artista possui uma linguagem única e universal, sua personagem agrada a todos os públicos de todas as idades, segundo Thraxx, sua performance e seu visual lúdico são baseados em uma boneca retrô-freak, que mistura o estilo clássico de Channel com Jean Paul Gaultier. Algo bem surrealista e futurista, com aparições que despertam o interesse de todos.
Seu trabalho é extremamente respeitado principalmente em Londres e Paris, onde o artista é muito conhecido e tem cadeira cativa nos principais eventos, dos mais variados tipos: moda, entretenimento, festas de âmbito social, e até político.
Thraxx também revelou que adorou a recepção da cidade e disse que em poucos lugares do mundo conseguiu sentir esse “calor” que recebeu aqui e que pretende voltar.
Conversamos também sobre as escolas e moda espalhadas pelo mundo, e ele disse que ficou muito feliz e impressionado com a nossa presença (alunos de moda) fazendo a cobertura jornalística do evento, disse que a nossa percepção é extremamente importante enquanto designer e elogiou a iniciativa. Trocamos e-mail e se o papo render em breve teremos novidades a respeito do trabalho do artista e do mundo da moda. Adorei

Curso Design de Moda CES/JF no Miss Brasil Gay

Por: 
Javer.Volpini
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Além do Projeto "Arte do Figurino", parceria entre o curso de Design de Moda do CES/JF e a coordenação do Miss Brasil Gay, ainda tivemos mais duas participações no evento: o aluno Cleber Oliveira e a professora Carolina Ragone. Ambos estiveram presentes no corpo de jurados. Cleber foi representando a empresa "Studio Kempton Vianna", onde atua como produtor e, Carol, representando sua marca "Ateliê Carolina Ragone".

Estamos muito felizes com a participação efetiva de nosso curso no evento, que certamente colheu grandes frutos. Teremos agora um retorno de Cleber e Carol, que poderão compartilhar um pouco sobre essa experiência, não só de expectadores, mas principalmente com o compromisso de analisar e julgar os trajes exibidos na passarela.

Parabéns a todos! Mais uma vez estamos reafirmando nosso compromisso de gerar oportunidades ao participarmos dos eventos culturais, quando os aspectos da moda e do fazer moda possam ser instigados e investigados em toda a sua potência criativa e factual.

Espetáculos no Miss Brasil Gay

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Por: Leandra Cunha

A noite do Miss Brasil Gay foi abrilhantada com várias apresentações performáticas. Léo Áquila e seus bailarinos deram um show no palco com uma performance radiante transformando uma boneca idosa, representando uma senhora de bengala com roupa preta, em uma mulher de vestido com babados vermelhos, uma verdadeira pin-up!

Suzy Brasil e Samara Rios fizeram duas apresentações e em uma dessas, apresentaram uma disputa hilária entre Mara Maravilha e Xuxa, arrancando gargalhadas e aplausos do público.
O performer andrógino Ikaro fez várias apresentações, a mais marcante foi a que ele se despiu no palco fazendo referência a sexualidade dúbia dos Dzi Croquetes. Ikaro fechou a noite em um espetáculo movimentado e explosivo, no qual trajava um macacão cravejado de pedras e cristais!

Revisão: Larissa Almada

Imprevistos de Backstage com Miss Goiás Gay!

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Por: Leandra Cunha

No evento Miss Brasil Gay, que aconteceu do último sábado (20) em Juiz de Fora em meio ao glamour, irreverência, simpatia e elegância das candidatas e do público, imprevistos e “babados” de bastidores, agitou a noite. Para registro, no backstage, a peruca da Miss Goiás, Martinella Ferraz, “sumiu” em meio a tanta disputa.
 
A tristeza e a decepção eram visíveis no rosto da Miss, toda a sua equipe estava tensa com à proporção que o fato tomaria, além, do receio da candidata ser prejudicada nas notas.
 
 
A candidata, que é Designer de Moda, contou que infelizmente teria que usar outra peruca e que esperava que isso fosse um detalhe que não fizesse diferença para o público e para os jurados, e de fato não fez, porque a Miss Goiás ganhou o troféu de Miss Brasil Gay Júri Popular, além de levar para a casa o troféu de segundo lugar no traje de gala.
Parabéns pela superação!
 
Revisão: Larissa Almada

Raika Bittencourt, Miss Brasil Gay 2011: Riquesa em forma de traje!

Por: 
Larissa Almada
Corpo: 

Mineira, de Bias Fortes, a Miss Piauí Gay Raika Bittencourt, foi eleita Miss Brasil Gay 2011. Mesmo com sua baixa estatura de 1.64, entre gigantes, a Miss foi quem brilhou no evento, que, além da coroa e da faixa, recebeu o prêmio de melhor traje típico e vestido de gala.

Foto: Zine Cultural  

Inspirada na carnaúba, uma planta típica do Piauí, o traje típico de cor verde folha, era coberto de cristais gigantes com penas de faisão fazendo a cabeça da Miss. O traje, de R$10 mil foi obra de Henrique Filho que teve 6 meses, apenas, para criar e confeccionar o mesmo, além do vestido de gala, inspirado na Catedral de Notredame, de Paris, que foi avaliado em R$ 40 mil, por ser feito em seda pura e bordado em cristais swarovski sextavados. Foi um show à parte!
As fotos você confere na galeria que segue!
 
Imagens: Aurelivia Hiro
Imagens de bastidores: Leandra Cunha